A maioria dos erros no exame de código não vem de falta de matéria, vem de leitura apressada, de respostas decoradas sem perceber e de sinais confundidos. Todos se corrigem com método.
Ler à pressa
Quem lê metade da pergunta responde à pergunta que acha que ali está, e não à que está escrita. Uma negação ou uma exceção muda tudo.
Hábito que resolve: sublinhar mentalmente a pergunta (o que se pede) e só depois olhar para as opções.
Ignorar as palavras que mudam o sentido
Palavras como «sempre», «nunca», «apenas», «todos» e «exceto» são as armadilhas mais frequentes. Uma opção com «sempre» ou «nunca» merece desconfiança, porque no trânsito quase tudo tem exceções.
Do outro lado, uma pergunta que pede o que «não» deve fazer inverte a lógica habitual: confirme duas vezes.
Decorar respostas sem perceber a regra
Decorar a resposta de uma pergunta funciona só nessa pergunta. Se a regra for outra pergunta com a situação trocada, a memória falha. Perceber o porquê, por exemplo quem tem prioridade e porquê, serve a muitas perguntas ao mesmo tempo.
Sempre que errar, vá ler a regra na fonte e explique-a por palavras suas, em vez de decorar a letra certa.
Confundir sinais parecidos
Vários sinais diferem num pormenor: a cor da borda, o sentido de uma seta, um risco na diagonal. Estude por famílias e compare os que se parecem lado a lado.
Mudar respostas por insegurança
A primeira escolha, quando feita com leitura atenta, costuma ser mais fiável do que a que se faz por nervosismo no fim. Só mude uma resposta se encontrar uma razão concreta, uma palavra que não tinha visto, e não por simples dúvida.
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